Sexta-feira, Fevereiro 04, 2011

Hard drug, no rehab for love

Pessoas mudam, sofrem, perdem o rumo, ficam endividadas, vão ao macumbeiro, contratam detetives, matam, se matam. Namoram, se casam, têm filhos, são felizes, tentam ser felizes ou se divorciam. Prazer: amor.

O amor pode ser tudo isso (ou não) e ainda mais um pouco. Pode te levar ao céu e ao inferno em questão de segundos. Tudo isso te dando felicidade, prazer, loucura, frustração ou raiva (às vezes só um desses sentimentos, ou uma combinação, ou todos eles). Até parece uma droga. Seria a mais sociável e a mais perigosa de todas.

Perigosa porque ela exige duas mentes. E ai de você não ter controle. É quando você vê chifre em cabeça de burro (às vezes na sua mesmo). Ou então é quando você escolhe o nome dos seus filhos e a outra pessoa está em outra sintonia, na do trance em alguma rave. Aí fudeu, parceiro (a). Equilíbrio é bom de vez em quando.

Há quem se abdique do amor. Se já é difícil uma mente, quem dirá duas?!

Mas não há outro sentimento que se compare ao de amar e se sentir ou se imaginar amado. Isso vale correr o risco, a dúvida, se ver como um idiota e achar que finalmente encontrou a felicidade.

Você pode até saber que tudo é simplesmente coisa da sua cabeça, que a outra parte está anos luz atrás de seu sentimento. Mas você curte a situação, se equilibrando na corda bamba, claro. Com essa droga, malandro (a) que é malandro (a), curte a onda, não afunda o pé na jaca. Ama, tem prazer, se diverte, mas se controla. Vê se não está usando muito a parada, ou seja, fica sempre preparado pra tudo e não exagera.

E se cair, sacode a poeira e dá volta por cima. Outra história. Mas sem perder o critério, pelo contrário, só melhorando. Pode funcionar quando você se arrepiar, não parar de pensar na pessoa. Simplesmente querê-la, se envolver e acabar encontrando a tal droga, o tal do amor.

E talvez a última história tenha sido a melhor de todas. Talvez não, se partir para a próxima. São apenas facetas da grande droga, bandido ladrão de corações: o amor. Vicia, e não há clínica de recuperação para ela . Logo, use-a com moderação.

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2 Comentários:

Anonymous Dionísio disse...

Que droga hen?! Textos sobre o amor são ótimos, mas nunca realista (se é que tem que ser). Amor de verdade é aquele que mais dói, que vc chora e realmente dói. Algo impensável para quem não ama. Como há dor sem bactérias, vírus, infecções ou traumas? Só sabe quem já amou. Digo tudo porque o amor está longe das propagandas de margarinas e das comédias românticas.

1:40 PM  
Blogger Flavia disse...

o amor é uma droga que emburrece.

abs.

11:24 AM  

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