Quer uma cerveja? Pergunte-me bêbado
Um cara gordo entra no bar vestindo uma camisa de uma marca de cerveja que ficou popular com uma garota-propaganda “pura”, que dizia ter um lado...Pervertido. Não duvido.
“Cadê o Robertão?”, pergunta, querendo saber onde estava o dono do bar. Atrás de sua camisa havia a frase: “Quer uma cerveja? Pergunte-me como”.
Ao invés de perguntá-lo, me perguntei como eram as entrevistas de emprego realizadas pelo RH de uma cervejaria. “Por que você gostaria de trabalhar com a gente?”.
O entrevistado fala que ama cerveja, que acredita na marca e em seu potencial. Que bebe a cerveja da empresa diariamente e que tem propriedade para falar sobre o produto deles. A empresa seria um paraíso para alcoólatras desempregados.
Poderiam contratar os milhares de bebuns mendigos que andam por ai pedindo moeda para tomar uma pinga, sem saberem que essa sinceridade já não surte tanto efeito no contribuinte. Uma espécie de justiça social, empresa socialmente correta.
O dono do bar não estava e o gordo senta na mesa que eu ocupava antes de ir para o balcão, terminar minha cerveja, de uma marca concorrente. Ele olha para o nada, com cara triste, sem saber que havia se tornado meu objeto de análise. Bebe uma concorrente, agasalhada com a camisinha da cerveja que ele vende. Disfarça.
Não sei agora se o problema é trabalhar em uma cervejaria ou não ser “fiel” à marca. É como a justificativa de um marido que teve ou tem amante: No fim tudo se parece, é tudo buceta. No caso deste cara, é tudo cerveja. Na próxima eu peço a do gordo, ou a da Sandy.
“Cadê o Robertão?”, pergunta, querendo saber onde estava o dono do bar. Atrás de sua camisa havia a frase: “Quer uma cerveja? Pergunte-me como”.
Ao invés de perguntá-lo, me perguntei como eram as entrevistas de emprego realizadas pelo RH de uma cervejaria. “Por que você gostaria de trabalhar com a gente?”.
O entrevistado fala que ama cerveja, que acredita na marca e em seu potencial. Que bebe a cerveja da empresa diariamente e que tem propriedade para falar sobre o produto deles. A empresa seria um paraíso para alcoólatras desempregados.
Poderiam contratar os milhares de bebuns mendigos que andam por ai pedindo moeda para tomar uma pinga, sem saberem que essa sinceridade já não surte tanto efeito no contribuinte. Uma espécie de justiça social, empresa socialmente correta.
O dono do bar não estava e o gordo senta na mesa que eu ocupava antes de ir para o balcão, terminar minha cerveja, de uma marca concorrente. Ele olha para o nada, com cara triste, sem saber que havia se tornado meu objeto de análise. Bebe uma concorrente, agasalhada com a camisinha da cerveja que ele vende. Disfarça.
Não sei agora se o problema é trabalhar em uma cervejaria ou não ser “fiel” à marca. É como a justificativa de um marido que teve ou tem amante: No fim tudo se parece, é tudo buceta. No caso deste cara, é tudo cerveja. Na próxima eu peço a do gordo, ou a da Sandy.

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