sábado, dezembro 23, 2023

Camisa da Suécia

Fim de ano, para muitas pessoas, é tempo de lembrar da infância. Mas no meu caso não foi por causa das festas com a família. Foi por outro momento, também em família.

Hoje, 23/12/2023, assistindo a um pequeno documentário sobre Ronaldo Fenômeno, voltei aos anos 1990. Na tela, passavam momentos da Copa de 1994.

Mas minha memória era da Copa da Itália, de 1990.

A cena em minha cabeça era com meus pais em um shopping de Salvador. Estávamos numa loja de departamento, e a camisa do Brasil estava em falta. 

Eis que algum funcionário teve a "excelente" ideia de espalhar pela loja camisetas da Suécia ("é amarelo também, vai que cola", pensou o gerente ou o estagiário).

Sei que saí do local frustrado, sem a camisa da seleção. Meus pais nem precisaram falar: "na volta a gente compra". 

Dessa Copa também lembro da febre das bandeirinhas nos carros e, claro, da derrota para a Argentina. Aquele gol do Caniggia.

Todo moleque desta época queria ser jogador de futebol, assim como eu. Mas nunca levei jeito para esporte nenhum (talvez o futebol de botão em algum momento). 

O interessante é como o futebol pode ser mágico e fazer parte da vida das pessoas.

Boas festas a todos!

sábado, janeiro 28, 2023

Bichos brutos

Meu avô dormia com o revólver debaixo do travesseiro.

Já eu, durmo com o celular para despertar e não perder a hora.

Até o tempo o vô devia matar muito bem. Só o conheci de ouvir falar. 

Dizem que ele sumiu depois de 1964. Coisa de revólver.

Já eu, contento-me em matar pernilongos com raquete elétrica.

Mas sei que o tempo muda tudo e devora todo mundo, seja o indivíduo com revólver, celular ou raquete elétrica.

Só ficam as baratas. Essas eu geralmente tenho dó de matar. Nem digo que é medo, para não pegar mal.